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Mãe cria páginas na web para mostrar rotina de filho com síndrome de down. - Alternativa Fm

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22/03/2016 às 09h40 - Atualizada em 22/03/2016 às 09h40

Mãe cria páginas na web para mostrar rotina de filho com síndrome de down.

Aline Dias
São Paulo - SP

Ingrid e o pequeno Lelê: ela transformou susto inicial em motivação (Foto: Divulgação/ 21 motivos para sorrir)

A síndrome de down é explicada em termos científicos por ser causada pela triplicação do cromossomo de número 21. Ao descobrir que o segundo filho recém-nascido era portador dela, Ingrid Câmara, transformou o choque inicial em motivação - hoje, quase dois anos depois, ela e o pequeno Alexandre trocaram São Paulo por São José dos Campos e protagonizam uma história de descobertas nas redes sociais com o projeto 21 Motivos para Sorrir.

Na internet, entre as postagens de situações cotidianas eles desbravam as limitações do down. Geralmente diagnosticada ainda durante a gestação, a síndrome em Alexandre, ou Lelê como é chamado, só foi descoberta após o nascimento dele. A página que Ingrid mantém no Instagram tem mais de 11 mil seguidores e no Facebook mais de 2,4 mil seguidores.

"Geralmente o feto com down consegue ser identificado por medidas fora do padrão, mas o Lelê tinha as medidas todas dentro do esperado. Logo que ele nasceu, o médico percebeu algo diferente e pediu um exame que demorava mais de um mês para ficar pronto.

Então, os 40 primeiros dias após o nascimento foram bem difíceis. Mas pesquisei tanto que, vendo as características dele e lendo na internet sobre o assunto, confirmamos indiretamente", conta Ingrid. "Quando fomos ao médico saber o resultado, ele só oficializou o que eu e meu marido esperávamos", completou.

Seis meses depois de o pequeno Alexandre ter nascido, as páginas das redes sociais estrearam e com elas, uma série de surpresas. "Além de irmos descobrindo no dia a dia como era a Síndrome de Down, nas redes sociais começamos a receber relatos de pais e familiares de outras crianças com down.

Você encontra muito material, mas poucas situações práticas pela web. Infelizmente, tem pais que demoram para aceitar e desaparecem dos círculos sociais que convivem por vergonha", revelou.

Cotidiano
A proposta de expor o cotidiano em fotos ou pequenos vídeos vai além da quantidade de likes, assegura a mãe. "Sempre tento mostrar nas redes sociais o que é possível fazer para que ele tenha uma vida igual a de qualquer criança. Tem pessoas que confundem com exposição pela exposição, mas se você olhar nos comentários das fotos, você vê que as pessoas conseguem entender mais o que é a Síndrome de Down", afirmou.


Na prática, as páginas do projeto tratam com corriqueiras as sessões com médicos, pelas quais o Alexandre passa, e a rotina com acompanhamento de uma terapeuta ocupacional e as sessões de fonoaudiologia.

"Mostrando as atividades do dia a dia, facilita com que as pessoas entendam que todos os cuidados que ele tem fazem parte do processo, assim como para as pessoas é comum postar foto ao ir ao shopping ou à escola e isso é apenas um registro da rotina. Com isso, as pessoas assimilam melhor que a SD é uma condição, mas não algo que impeça quem tem down de ter uma vida como a de qualquer outro". Por G1 Vale do Paraíba e Região

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