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Em ação inédita, adolescentes da Fundação Casa usam poesia para reescrever própria história. - Alternativa Fm

Educação

11/04/2016 às 09h52 - Atualizada em 11/04/2016 às 09h52

Em ação inédita, adolescentes da Fundação Casa usam poesia para reescrever própria história.

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São Paulo - SP

Adolescente da Fundação Casa segurando o encarte do CD de poesias. Foto: Divulgação.

As palavras quebram muros sem derrubar tijolos. Enquanto a liberdade é uma meta, os sonhos se materializam em versos. Adolescentes da unidade da Fundação Casa de Taubaté lançaram um CD de poesia como resultado de atividades de literatura marginal, dadas por arte-educadores do Cedap (Centro de Educação e Assessoria Popular), entidade de Campinas parceira do Estado.

Por meio de palavras, eles expressam suas angústias, medos, expectativas e esperanças de quem sofreu e causou violência e tenta superá-la, para voltar ao convívio livre na sociedade.

"Me sinto em uma ilha, alma vazia. Até hoje não encontrei minha alegria. Às vezes ela não me deixa dormir, porém minha caminhada tenho que seguir", escreve um dos jovens internados.

Iniciativa inédita na região, o CD "A palavra sobre os muros" tem uma única faixa com 15 poesias declamadas pelos autores, com duração de um minuto cada uma. Os versos mostram o quanto a literatura pode contribuir para o resgate da autoestima e da cidadania, perdidas em meio à violência.

"Minhas aflições nas noites de tristeza. Pensamentos veem e vão, como vento. Que me acalma e peço para que um dia acabe esse sofrimento", diz outro poema do CD.

Criação. Segundo o arte-educador e assistente social Luiz Claudio de Oliveira, 42 anos, que ministra há cinco anos oficinas de literatura marginal nas unidades de Taubaté e Lorena da Fundação Casa, o projeto baseou-se em uma tripla criação.

Foram três oficinas no final de 2014 que resultaram no CD de poesia, gravado no ano passado. Um encontro sobre grafite culminou na produção da capa do disco. No de literatura marginal, os adolescentes escreveram os versos. E no de rap, nasceu um disco com 25 músicas, também já gravado e será lançado até maio.

Sobre o nome do CD, Oliveira conta que a escolha foi dos próprios adolescentes. "Eles acharam que a voz deles está entre os muros da Fundação e a sociedade. O muro é a divisão". E completa: "A poesia amplifica as vozes deles".
Por Xandu Alves

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