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GM de São José perde 65% dos operários em 15 anos, diz Ciesp - Alternativa Fm

Economia

09/05/2016 às 09h22 - Atualizada em 09/05/2016 às 09h22

GM de São José perde 65% dos operários em 15 anos, diz Ciesp

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São Paulo - SP

Foto: Divulgação

O complexo industrial da General Motors em São José perdeu 65% da mão de obra nos últimos 15 anos, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

A montadora empregava 12,5 mil trabalhadores na cidade no início dos anos 2000, número que caiu para 4.300. Com isso, a produção da empresa também reduziu nos últimos 15 anos.

No final de 2013, a GM desativou o setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) em São José, onde eram fabricados os modelos Zafira, Meriva, Corsa Hatch, Corsa Sedan e Classic, estes dois últimos entre os mais vendidos do país. Foram demitidos 1.053 trabalhadores.

Agora em maio, a montadora vai transferir o setor conhecido como CKD de São José para Mogi das Cruzes, remanejando 150 trabalhadores dentro do complexo de São José. GM informou que não demitirá.

Hoje, a empresa monta modelos da picape S10 e do SUV Trailblazer em São José. A produção chega a 26 veículos por hora, acima do teto de 16 carros por hora em 2011, quando tinha mais empregados. Em janeiro deste ano, após cinco meses com o contrato suspenso, 517 funcionários foram demitidos em São José.

Em 2008, a empresa anunciou que a cidade concorria a investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de novos carros. Contudo, não houve acordo com o sindicato sobre uma grade salarial mais baixa para os contratados, o que rende críticas.

"A intransigência do sindicato está afastando a GM aos poucos de São José", afirma Almir Fernandes, diretor do Ciesp de São José.

O sindicato retruca e diz que cumpre seu papel defendendo o direito dos trabalhadores. "A GM foi a montadora que mais demitiu no país desde 2013, com 6.000 trabalhadores desligados. Há cortes em Gravataí e São Caetano do Sul. O problema não é localizado em São José", afirmou Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do sindicato. A GM não comentou.

Arrecadação. Além do desemprego e do futuro incerto na cidade, a retração da GM afetou a arrecadação de impostos em São José. Segundo o Ciesp, em 2011, a cidade era a segunda do Estado em valor adicionado, que é a riqueza obtida com a venda dos produtos depois dos custos. Em 2015, caiu para sétimo e perdeu a segunda colocação para Guarulhos, que recebeu R$ 300 milhões a mais em repasses. "Se continuasse com a GM no auge, a arrecadação de Guarulhos seria de São José", declarou Fabiano de Sousa, do Ciesp.

Por Xandu Alves

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