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Frequência escolar vira desafio para o Bolsa Família na região - Alternativa Fm

Educação

16/05/2016 às 09h38 - Atualizada em 16/05/2016 às 09h38

Frequência escolar vira desafio para o Bolsa Família na região

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São Paulo - SP

Foto: Divulgação

Com 81,8 mil famílias atendidas pelo Bolsa Família em abril, a RMVale foi reprovada em um dos principais critérios do programa: a frequência mínima escolar de crianças e adolescentes.

Na região, apenas em 10 das 39 cidades a média de regularidade na sala de aula dos beneficiados foi maior do que a média nacional, de 96%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social.

O levantamento revela o percentual de crianças e adolescentes de famílias beneficiadas que cumpriram o mínimo de presença na escola: 85% (de 6 a 15 anos) e 75% (de 16 e 17 anos). Quem não atende à condicionante pode ser excluído do Bolsa.

"As famílias com dificuldade em cumprir as condicionalidades podem ter seus benefícios bloqueados e suspensos", informou o Ministério. "O acompanhamento da frequência escolar nos permite identificar onde há problema de oferta", disse Eduardo Pereira, diretor de Condicionalidades da pasta.

Público. As 10 cidades da região que tiraram nota A em regularidade escolar somam 21.007 crianças e adolescentes atendidos pelo Bolsa Família, o que representa 19,81% do total de 106.024 em toda a região. Os outros 29 municípios têm 85.017 atendidos.

Do total de crianças e jovens assistidos na RMVale, 100.086 estão registrados no sistema de presença escolar, sendo que 91.087 deles cumpriram a frequência mínima em sala de aula, média de 91%, abaixo do índice nacional.

Com 18,7 mil entre os que cumpriram o critério educacional, 20,6% do total da região, os 10 municípios com média acima da nacional estão entre os menores do Vale, com exceção de Lorena (97,8% de frequência), Ubatuba (100%) e Cruzeiro (96,7%), todos acima de 80 mil habitantes.

Completam a lista: Monteiro Lobato (100%), Santo Antônio do Pinhal (100%), Cunha (99,2%), Cachoeira Paulista (98,5%), Lagoinha (98,4%), Arapeí (97,9%) e Igaratá (97,7%).

Em baixa. As maiores cidades do Vale estão abaixo da média nacional do crivo escolar do Bolsa Família. Atendendo 25 mil crianças e jovens, São José teve média de 89,2% de participação escolar. Taubaté foi um pouco melhor: 91,2%, para 8,4 mil beneficiados em idade escolar.

Jacareí foi a pior das três: 86,2% de média, com 8,1 mil assistidos. "Estou sempre acompanhando a frequência escolar da minha filha, justamente para não correr o risco de perder o benefício", disse a dona de casa Elizabete Silva, 32 anos, cujas filhas Kailane, 10 anos, e Juliane, 2 anos, são beneficiárias do programa. A família recebe R$ 233 por mês.
"Meu marido está desempregado e faz bicos. O Bolsa ajuda no mês", disse ela, que mora em uma casa no bairro Sapê, na região leste de São José.

Ao lado do filho Natanael, 8 anos, Nair Silva, 43 anos, acompanha a frequência escolar do menino para não perder o benefício. "Não pode nem falar em faltar. Só se estiver doente", contou ela, que mora no Rio Comprido, na zona sul.

Outro lado. A Secretaria de Desenvolvimento Social de São José informou que reúne regularmente as famílias para explicar a importância da frequência escolar, que é acompanhada pela Secretaria da Educação. A família que não atende ao critério é primeiro notificada, e apenas esgotadas todas as medidas é que o benefício é suspenso.

Em nota, a Secretaria de Educação de Taubaté disse que "pode melhorar ainda mais os resultados apontados no município". "A cada acompanhamento da frequência escolar, principalmente os de baixa frequên-cia, surgem novos desafios que dentro do âmbito educacional a Secretaria toma providências para melhoria ou até mesmo para sanar as dificuldades", disse a pasta. Procurada, a Prefeitura de Jacareí não se manifestou.

Por Xandu Alves

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