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São Jose dos Campos- SP
Setor industrial fecha 5 vagas a cada quatro horas na região - Alternativa Fm

Economia

20/06/2016 às 09h11 - Atualizada em 20/06/2016 às 09h11

Setor industrial fecha 5 vagas a cada quatro horas na região

administrador
São Paulo - SP

Cinco empregos são fechados a cada quatro horas no setor industrial da RMVale
-- um índice superior a um a cada 60 minutos em média nos últimos 12 meses, segundo novo estudo do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), divulgado nesta sexta-feira.

Entre junho do ano passado e maio deste ano, as indústrias da RMVale
registram perda de 11 mil postos de trabalho formais, com a carteira assinada.
Por dia, a região demitiu 30 trabalhadores nos últimos 12 meses. É o pior desempenho desde a crise de 2009, que também derrubou o saldo de emprego na região.

"Teremos um ano difícil e muito em função da crise política, que afasta o investimento", disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp de São José. "Com mudanças feitas no governo, acho que a situação pode começar a melhorar no segundo semestre", afirmou.

Regionais. Em maio, a região perdeu 190 postos de trabalho, com destaque negativo para a regional de Taubaté do Ciesp, que reúne 28 cidades e cortou 200 empregos. No ano, a regional acumula 300 vagas a menos no setor industrial e corte de 6.450 empregos nos últimos 12 meses, disparado o pior resultado de toda a RMVale.

São José, cuja regional é formada por oito municípios, registrou a perda de 10 empregos em maio, corte de 1.200 vagas de janeiro a maio de 2016 e de 2.250 postos nos últimos 12 meses.

O único resultado positivo foi a criação de 20 empregos em maio, em Jacareí, regional do Ciesp que conta com três cidades. No ano, contudo, os municípios acumulam 750 postos de trabalho a menos e corte de 2.300 nos últimos 12 meses.

Crise. "O desemprego é um problema muito grave que a crise econômica está trazendo de volta ao país, que havia praticamente alcançado o pleno emprego", disse o economista Fernando Lacerda.

Segundo o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), a crise que assola a atividade industrial está longe de ser derrotada e causa impacto em outros setores da economia, como em serviços e no comércio.

"A crise mais pesada que atingiu o Vale foi na atividade industrial, e parece que é nesse momento que começamos a chegar ao fundo do poço. Não vejo melhoras significativas no país como um todo", afirmou o pesquisador no Nupes.

Comércio. Levantamento feito pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que quase 6 em cada 10 vagas de emprego perdidas na RMVale entre janeiro e abril deste ano vieram do comércio, setor que lidera o ranking das demissões contando todos os segmentos da economia.

No total, no período a região perdeu 6.277 postos de trabalho, sendo que 3.715 foram fechados apenas no comércio, o que representa 59,18% do total de vagas que foram fechadas.

Na segunda colocação aparece o setor de serviços, que acumula 2.173 postos perdidos na região no primeiro quadrimestre, o que dá 34,62% do total. A indústria, que liderava o ranking do desemprego até o final do ano passado, perdeu 387 empregos na região entre janeiro e abril deste ano, o que representa 6,17% do total.

A construção civil vem logo em seguida, com fechamento de 385 vagas ou 6,13% do total de postos perdidos na região. "Passei a viver de bicos", disse o mecânico Aldemir Caetano Silva, desempregado desde fevereiro do ano passado. "No consegui me recolocar até agora. Estou pensando até em me mudar para o Nordeste".

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