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Frota do Vale dobra em 10 anos e número de veículos já desafia planejamento urbano da região - Alternativa Fm

Cidades

05/07/2016 às 08h38 - Atualizada em 05/07/2016 às 08h38

Frota do Vale dobra em 10 anos e número de veículos já desafia planejamento urbano da região

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São Paulo - SP

Trecho da via Dutra, principal rodovia que corta o Vale. Foto: Arquivo O VALE.

Em 10 anos, o tamanho da frota de veículos na RMVale dobrou e já desafia o planejamento urbano da região. O Vale do Paraíba ganhou 724.486 veículos no período entre 2005 e 2015, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -- foi um crescimento de 119% na frota, que passou de 604.541 para 1.329.027.

As três maiores cidades da RMVale apresentaram aumento acima de 100% na frota de veículos no período. Em São José, o número de veículos subiu de 195.528 para 405.042 entre 2005 e 2015 -- equivalente a 107,15%.

Taubaté teve uma alta de 109,96% -- passou de 95.231 para 199.951 veículos. Já em Jacareí, a alta foi de 107,87% -- de 59.663 para 124.024.

Na avaliação de Luiz Carlos Laureano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté), um fator que contribui para aumentar a frota é o poder aquisitivo.

"Em geral as pessoas que vivem aqui têm uma média salarial boa, com alto poder aquisitivo", disse.

Segundo ele, economicamente o aumento da frota de veículos é positivo. "As empresas estão vendendo os carros e a receita da prefeitura está aumentando com os impostos", disse.

Cidades. Para o arquiteto e urbanista Flávio Mourão, os municípios do Vale não têm estrutura para acompanhar o crescimento da frota.

"A nossa malha viária no Vale em geral é precária. O trânsito e os congestionamentos são os reflexos da falta de planejamento urbano. A tendência da região é copiar os problemas de congestionamento de São Paulo", afirmou.

Mourão avalia que nos últimos 10 anos não houve evolução no sistema viário, com as cidades investindo em projetos pontuais. Ele também coloca em dúvida se as prefeituras estão se preparando ainda para os próximos anos.

"Se for investir no sistema viário e infraestrutura é um projeto a longo prazo. São José fez um anel viário para uma cidade para 200 mil pessoas e hoje tem 700 mil com poder aquisitivo muito maior. É como se tivesse parado no tempo", declarou.

Mobilidade. O transporte coletivo atual, segundo ele, incentiva a 'carro dependência'. "O transporte coletivo atual empurra a pessoa para o uso do automóvel. A rede ferroviária seria uma grande possibilidade. O ideal era ter uma linha de trem de São José a Jacareí, por exemplo, mas você precisa usar a Dutra", afirmou.

De acordo com o especialista, o problema não está somente no sistema viário do município e atinge até a rodovia Presidente Dutra que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.
"Muitas pessoas trabalham em outras cidades do Vale e se deslocam todos os dias pela Dutra. Duas pistas apenas é muito pouco pela quantidade de veículos que passa pela rodovia", concluiu.

Poder público. Para o presidente do conselho da RMVale , Toninho Colucci, a estabilização econômica que o país viveu foi fundamental para o crescimento da frota no Vale. "Os preços ficaram mais acessíveis. Isso favoreceu a aquisição de veículos pelas classes mais baixas", disse.

Segundo ele, os municípios mais novos da região conseguem suportar melhor o crescimento da safra de automóveis que as cidades mais antigas. "São José consegue lidar melhor com o trânsito por ter o anel viário e ruas largas, já Taubaté sofre mais por ter suas ruas mais estreitas", disse Colucci.



Prefeituras falam em investimento

As prefeituras de São José dos Campos e Taubaté informaram que os municípios vêm investindo em obras viárias e de modalidade urbana. Por meio de nota, a prefeitura de São José reforçou o incentivo ao uso do transporte público. Atualmente, segundo o Município, estão sendo feitos investimentos na execução de obras viárias para interligar bairros, além de oferecer novos caminhos com a pavimentação em ruas e avenidas.

A Prefeitura de Taubaté informou que conseguiu o financiamento com o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), que vai garantir a realização de grandes obras nas vias da cidade para trazer mais fluidez ao trânsito. Segundo a administração, o excesso de veículos, além das vias estreitas, são os principais vilões do trânsito na cidade.

Por Danilo Alvim

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