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São Jose dos Campos- SP
Vale perde mais de 17 mil vagas de empregos em cinco anos - Alternativa Fm

Economia

05/09/2016 às 09h09 - Atualizada em 05/09/2016 às 09h11

Vale perde mais de 17 mil vagas de empregos em cinco anos

administrador
São Paulo - SP

Comunicação Volkswagen do Brasil

O metalúrgico Adilson Batista Santos, 34 anos, acorda cedo todos os dias para repetir a mesma rotina há meses: procurar emprego. Pai de dois filhos, ele foi despedido de uma fábrica da região por causa da crise. Outros colegas tiveram o mesmo destino. Todos estão desempregados.

Eles engrossam uma triste estatística. Nos últimos cinco anos e meio, desde janeiro de 2011, o Vale do Paraíba acumula 17.538 empregos perdidos. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Em média, nesse período, oito trabalhadores foram parar na rua por dia. É a pior crise desde 2009, quando as empresas foram atingidas pelos impactos da crise econômica internacional.

"Não está fácil conseguir emprego. Estou sobrevivendo de bicos, de pequenos consertos. Já trabalhei até de ajudante de pedreiro e chapa ", conta Santos. "Não sei de nenhum colega demitido que tenha conseguido outro emprego com carteira assinada".

Cidades. A região mais impactada com as demissões foi a de São José dos Campos, que conta com oito municípios na divisão do Caged, entre eles os maiores e mais industrializados do Vale, como Taubaté, Jacareí e Pindamonhangaba.

Tal grupo de cidades registra saldo negativo de 23.418 postos de trabalho desde janeiro de 2011. Das outras cinco regiões do Caged na RMVale, somente a de Caraguatatuba anota perda de empregos nesse período: 538 vagas a menos.

As demais tiveram resultado positivo: 4.746 em Guaratinguetá (11 cidades), 1.396 em Paraibuna (7), 264 em Campos do Jordão (4) e 12 em Bananal (5). No entanto, a quantidade de emprego gerado nessas cidades foi bem menor do que as demissões do outro grupo. Os cortes atingiram primeiro o setor industrial e depois repercutiram em outros segmentos da economia.

Setores. Entre janeiro de 2011 e julho deste ano, a indústria na RMVale
cortou 13.461 empregos, o que representa 76,75% do total do saldo negativo de toda a região no mesmo período.

A construção civil ficou com a segunda colocação, com o saldo do desemprego batendo em 5.652 desde o início de 2011. E, na terceira posição, a agricultura perdeu 1.333 postos de trabalho. Comércio e serviços ficaram com saldo positivo de 845 e 1.223, respectivamente. Porém, o setor vem aumentando os cortes desde 2014.

Comércio e serviço fecham postos em 2016
Comércio e serviços ultrapassaram a indústria em empregos perdidos em 2016. Em 2015, o setor industrial cortou 11.911 vagas e os dois segmentos, 9.840. Foi o último período que ambos perderam para a indústria. Nos primeiros sete meses deste ano, a estatística inverteu: industrial tem 1.202 cortes e comércio e serviços chegaram a 8.986 desligamentos, 91,32% do saldo negativo de 2015 faltando ainda cinco meses para acabar o ano. “A indústria corta trabalhadores e eles deixam de consumir no comércio e contratar serviços, atividades que também demitem. É um círculo vicioso”, explica o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté).

“Se não houver retomada de crescimento, com estabilidade política e retorno da confiança dos empresários, a região pode perder ainda mais empregos em todos os setores da economia”, disse o economista Roberto Koga, do Conselho Regional de Economia.

Por Xandu Alves

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