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Mais paciente, Erick Silva diz que fama de "Fenômeno" o atrapalhou no MMA - Alternativa Fm

Esportes

26/09/2016 às 10h25 - Atualizada em 26/09/2016 às 10h25

Mais paciente, Erick Silva diz que fama de "Fenômeno" o atrapalhou no MMA

GIL DE SOUZA
SAO JOSE DOS CAMPOS - SP

Erick Silva comemora a vitória por finalização sobre Luan Chagas no UFC Brasília (Foto: Getty Images)

A vitória por finalização sobre Luan Chagas no UFC Brasília, no último sábado, mostrou um Erick Silva diferente do que os fãs estão acostumados a ver. No lugar do lutador afoito, que buscava decidir suas lutas no primeiro round, apareceu um atleta mais estratégico, que não mostra mais a pressa para acabar com a luta, e que espera a hora certa para dar o bote.

Em entrevista ao Combate.com após a sua luta, que foi disputada no card preliminar do evento, Erick Silva disse que a fama de "Fenômeno" o atrapalhou no começo de sua caminhada no UFC.

No começo aquilo de ser chamado de "Fenômeno" me atrapalhou um pouco, porque a gente estava entrando em uma coisa nova, e muita coisa muda muito rapidamente. As pessoas às vezes pegam bastante no meu pé por isso, porque elas criaram uma expectativa que eu nem pedi, mas elas criaram. Outros atletas têm o mesmo caminho que eu, mas as pessoas não pegam tanto no pé. Mas isso serviu como algo positivo para mim. Hoje em dia eu sou um atleta que tem uma cabeça bastante diferente do começo.

Tenho que aproveitar isso. Não quero apagar tudo que passou, e sim que sirva de lição para fazer tudo diferente e melhor. O estigma de "se passar do primeiro round o Erick perde" não me incomodava tanto, porque no camp que eu fiz eu fazia três rounds duros com três caras diferentes botando a maior pressão. Como atleta, eu sabia que o meu problema não era esse. Mas foi bom para as pessoas verem que eu não sou lutador de um round só. Não vou buscar lutas mais tranquilas, mais fáceis. Quero evoluir a cada luta para disputar o cinturão um dia.

Domar o "cavalo selvagem" que ele diz existir dentro de si é um constante desafio para Silva. Na sua opinião, essa é a principal mudança no seu comportamento nos treinos e nas lutas a partir de agora.

- Na academia, se eu tomo um golpe, eu quero revidar, ir pra cima. Meu treinador sempre me fala para eu segurar o cavalo selvagem que eu tenho dentro de mim. Ele me diz para, se eu tomar um golpe, eu segurar a onda. Hoje aconteceu isso, eu caí e pensei: "Vou pra cima!" Mas era o cavalo selvagem querendo entrar em ação. Consegui me segurar e ser mais estratégico. Podem ter achado que eu cansei e que não estaria conseguindo ir pra cima.

Não foi isso. Foi uma vitória diferente das outras vitórias que eu já tive. Antes eu nocauteava ou finalizava no primeiro round. Nessa eu fui mais estratégico, mesmo quando a mão dele entrou e eu tive que voltar um pouco abalado. Consegui segurar a onda e não tentar bancar o cavalo selvagem.

Eu tinha que ser mais estratégico, para ganhar round por round. E foi o que eu tentei fazer. Essa é a minha nova fase. Não que tudo o que eu vivi no octógono tenha ficado para trás. Mas serviu de muita experiência para que esse Erick, nessa nova fase, possa ter uma evolução muito maior. Estar treinando na minha cidade, próximo ao meu filho e às pessoas que eu amo, está me deixando mais feliz. Lutador bom é lutador feliz.

Por Marcelo Barone e Raphael Marinho
Direto de Brasília

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