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Marun: se reforma da Previdência não for votada em 2017, governo perde uma 'batalha', mas não a 'guerra' - Alternativa Fm

Política

11/12/2018 às 18h32 - Atualizada em 11/12/2017 às 15h10

Marun: se reforma da Previdência não for votada em 2017, governo perde uma 'batalha', mas não a 'guerra'

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São Paulo - SP

Integrante da 'tropa de choque' de Michel Temer, deputado do PMDB assumirá articulação política do Planalto na quinta (14). Ele admite que governo ainda não tem os votos necessários.

Convidado por Temer para assumir a Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirma que ainda faltam cerca de 50 votos para garantir reforma da Previdência (Foto: Bernardo Caram, G1)

O futuro ministro da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta segunda-feira (11) que terá perdido uma "batalha”, mas não “a guerra”, caso a reforma da Previdência não seja votada pela Câmara na próxima semana.

Um dos principais integrantes da "tropa de choque" do presidente Michel Temer, Marun tomará posse como ministro da articulação política na quinta-feira (14).
O futuro ministro da Secretaria de Govenro vai assumir a vaga de Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu demissão na semana passada depois de ser pressionado a deixar o cargo por uma ala do PSDB e também por partidos da base aliada, especialmente, as siglas que integram o "Centrão".

“Eu assumo quinta-feira com o objetivo de contribuir para que nós votemos na semana que vem. Sem dúvida alguma, se não conseguirmos, eu vou sentir a verdade: que nós perdemos uma batalha, mas não termos perdido a guerra”, declarou o parlamentar do PMDB nesta segunda.

Carlos Marun comenta estratégia do governo para aprovar a reforma da Previdência
A intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de colocar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão nesta quinta, mas deixar a votação para a próxima semana, dando mais tempo para os articuladores políticos do Planalto correrem atrás de mais votos.

Nos cálculos de Marun, o governo ainda precisará convencer entre 40 e 50 deputados indecisos ou que se posicionaram contra a reforma para colocar a PEC em votação sem riscos de ser derrotado.

Para ser aprovada na Câmara, a emenda constitucional precisa do apoio de, ao menos, 308 deputados em cada um dos dois turnos.

“Eu calculo em torno de 40 ou 50 votos que nós devemos ainda buscar para chegar ao plenário com segurança. O que estamos precisando neste momento é uma onda positiva. Nós temos um crescimento constante, mas ainda não veio aquela onda”, disse.

'Muito otimista'

Questionado nesta segunda-feira sobre o que pode acontecer se a reforma da Previdência não for votada neste ano, Marun explicou que a PEC vai continuar na pauta da Câmara, na medida em que a discussão já terá sido iniciada.

Ainda assim, o futuro ministro disse estar “muito otimista” e afirmou esperar que a Câmara vote e aprove a reforma na próxima semana.

O deputado também argumentou que a distribuição de cargos e emendas parlamentares não é “determinante” para a aprovação do projeto.
“Determinante é o pensamento do parlamentar em relação ao que vai votar, em relação à necessidade (da aprovação)”, disse.

“Temos que trabalhar aqueles colegas que são membros de partidos que, a princípio, defendem a reforma [...] e que hoje ainda se colocam como indecisos ou contrários”, ressaltou.


Por Bernardo Caram, G1, Brasília
11/12/2017 12h14 Atualizado há 1 hora

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