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São Jose dos Campos- SP
Vitor Pompeu valoriza os ingredientes locais e a gastronomia de raiz - Alternativa Fm

Cultura

07/12/2015 às 13h42 - Atualizada em 07/12/2015 às 13h42

Vitor Pompeu valoriza os ingredientes locais e a gastronomia de raiz

Aline Dias
São Paulo - SP

Foto: Divulgação

“Foi a ocasião que me levou para a cozinha”. É assim que o cozinheiro Vitor Pompeu explica o início da sua história com a gastronomia, aos 16 anos, na cidade mineira de Gonçalves. Era pra ser só um reforço para o restaurante Sauá e para a pousada Bicho do Mato, um projeto idealizado por Isabel Lira, sua mãe, mas a função acabou despertando o jovem para sua verdadeira vocação.
“Em 2002 minha mãe começou a construir a pousada, mas, na época, ninguém sabia muito bem o que estava fazendo. Eu comecei a ajudar preparando um suco, depois uma salada, até entender a cozinha como profissão. Foi quando deixei de lado a ideia de estudar História, Geografia ou Ciências Sociais”, conta Vitor.

Aos 18 anos, já eram grandes as responsabilidades à frente do restaurante. Com elas, veio a necessidade de novas referências e, então, o jovem cozinheiro começou sua ponte Gonçalves-São Paulo em busca de formação.
“Fui trabalhar com outros chefs até que resolvi me profissionalizar. Fiz o curso de Capacitação para Cozinheiros no Senac Campos do Jordão, depois Tecnólogo em Gastronomia no Senac Santo Amaro e a pós-graduação em Gastronomia, História e Cultura. E foi aí que resgatei aquela minha conexão com a parte histórica e social que tinha na época do colégio”, diz.
Apaixonado pela cultura da roça, caipira, Vitor Pompeu, hoje, mora em São José dos Campos, dedica-se à vida acadêmica há três anos, é professor da Univap e do Senac Campos do Jordão, e se prepara para começar o mestrado fazendo um estudo de caso de um terruá de Gonçalves, o queijo produzido no bairro Sertão do Cantagalo.

“Se pensarmos na nossa cultura, ainda há muita coisa a ser explorada. Ainda não conhecemos a fundo nossas raízes. Por isso sou a favor da pesquisa de campo, explorar, conhecer e valorizar os ingredientes. A ideia dessa minha pesquisa é justamente mostrar a importância social e cultural desse terruá”, explica Vitor.
Para o cozinheiro, o contato com os produtores é uma verdadeira fonte de inspiração para suas criações. Segundo ele, a partir do momento que você conhece a origem e entende os ingredientes, fica mais fácil trabalhar com ele e respeitar a sua aplicação na gastronomia.

Referências. Longe do Sauá, Vitor Pompeu conta com o parceiro Ricardo Andrade, vencedor da websérie “Duelos Comer & Beber”, para administrar o restaurante da família. É com Ricardo que Vitor, também, que divide seus processos de criação.
Já suas referências são variadas, mas sempre focadas no trabalho inspirado pela cozinha de raiz aliada à técnica e à sofisticação. Alguns nomes são Rodrigo Oliveira, e seu trabalho com a cozinha nordestina; Jefferson Rueda, em sua nova fase na Casa do Porco; e, de Belo Horizonte, Felipe Rameh e Fred Trindade.

“O Vale tem ótimos chefs, mas sinto muito a falta de um apelo mais caipira. No litoral temos Eudes Assis, uma referencia por seu trabalho com a gastronomia caiçara... Ainda falta muito a pesquisa de campo pra gente resgatar esses ingredientes locais... A cozinha caipira é boa por si só, mas acredito que podemos valorizá-la mais com o trabalho.”

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