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Com novas regras do Fies, Unitau teme aumento da inadimplência. - Alternativa Fm

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11/01/2016 às 09h48 - Atualizada em 11/01/2016 às 09h48

Com novas regras do Fies, Unitau teme aumento da inadimplência.

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São Paulo - SP

Programa foi uma das estratégias para manter a receita da universidade (Foto: Divulgação/Unitau)

Com as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a Universidade de Taubaté teme a queda na arrecadação com um possível aumento da inadimplência.

Atualmente, três mil alunos da instituição são mantidos pelo governo federal por meio do programa. Em 2015, foram repassados R$ 32 milhões, o valor representava uma fatia de 23% da receita da instituição, de R$ 139 milhões.

Nos últimos quatro anos a universidade recebeu mais de R$ 65 milhões dos cofres federais. A Unitau começou a receber crédito do Fies em 2011. No ano seguinte, 300 alunos inscritos no programa geravam uma receita de pouco mais de R$ 1 milhão à instituição. Em 2014 o repasse estava na casa dos R$ 22 milhões mantendo 1,4 mil dos cerca de 10 mil alunos. (veja evolução da receita gerada pelo programa à Unitau abaixo)

Segundo a Unitau, o programa foi uma das estratégias para conter a inadimplência que era de 35%, antes do Fies. Quando o estudante opta pelo programa, o governo financia a faculdade até que ele se forme. Depois, o aluno paga o valor em até 15 anos.

“A adesão ao Fies foi um bom negócio para a universidade, é um dinheiro fácil e certo. A inadimplência caiu para 10% com a ampliação do programa. Não ficamos na incerteza de não receber e podemos administrar melhor com a expectativa”, explica o reitor Jose Rui Camargo. A dívida da Unitau se manteve estpavel desde 2010, em R$ 40 milhões.

De acordo com os dados do Censo Nacional da Educação Superior, do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), a universidade recebeu 1.163 novos alunos nos últimos quatro anos. Alunos que já estavam na instituição aderiram ao programa na tentativa de sair da inadimplência.

Novas regras
Em 2015 o governo impôs novas regras e excluiu da lista de instituições beneficiadas pelo Fies aquelas que reajustaram o valor da mensalidade acima da inflação.

Para este ano, o governo federal publicou um edital com outras regras para adesão. Entre as regulamentações, está o aumento na concessão de vagas para as carreiras como engenharia, saúde e cursos de licenciatura.

De acordo com o reitor, ainda não há expectativa do impacto aos cofres da instituição com a regulamentação, mas a universidade tenta outras alternativas para não ter a dívida ampliada. Entre as medidas estão um programa de financiamento com um banco privado e a ampliação do valor concedido pela prefeitura para as bolsas do Sistema Municipal de Bolsas de Estudo, em 2015 foram destinados R$ 3,2 milhões.

“A perspectiva é que esse cenário de benefícios caia por conta da nova regulamentação. Vivemos um momento de crise e estamos tentando ser criativos. Estamos estudando como alternativa um programa similar de financiamento com um banco privado”, disse Camargo.

Questionada sobre a possibilidade de aumento do repasse pelo Simube, a Prefeitura de Taubaté informou, por meio de nota, que da verba do ano passado, cerca de R$ 200 mil não foram utilizados. Com isso, o valor para 2016 foi reduzido para R$ 3 milhões. Por Poliana Casemiro.

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